Com fortes traços de crItica social, aliados a inovações de linguagem e caricaturas, uma imprensa humorIstica “enfrentouâ€, no começo do seculo XX, o bom tom pretendido em publicações “concorrentesâ€, como a Cigarra e os jornais O Estado de S. Paulo, Correio Paulistano e Diario Popular. As redações ficavam no chamado Triângulo, a convergencia das ruas Quinze de Novembro, Sio Bento e Direita. Era la, num ambiente que preparava o terreno para o modernismo de 1922, que tudo acontecia. Ao lado das grandes confeitarias, das pensões alegres e das lojas requintadas, os jornalistas descreviam, em tom de parodia, o cotidiano de uma cidade caipira, que misturava o italiano, o alemio e o japones ao “erre†interiorano.Em Preso por Trocadilho, Paula Ester Janovitch narra as mazelas desse dia-a-dia fragmentado e, o melhor de tudo, deixa que os personagens de sua pesquisa falem, ou por outra, escrevam. Assim, textos pouco conhecidos, escritos por autores esquecidos, ressurgem com uma deliciosa jovialidade, numa “especie de jogo divertido, da arte que zomba da propria arte†– como ate o “serio†e academico Graça Aranha notaria na conferencia de abertura da Semana de Arte de 1922, quando se meteu com essa gente e pos seu enorme prestIgio (e, o mundo da voltas...) a serviço do modernismo.
Autor: JANOVITCH PAULA ESTER
Editora: ALAMEDA CASA EDITORIAL
Idioma: Português
ISBN: 9788598325248
Páginas: 390
Encadernação: Brochadura
Edição: 01ED/06