O carnaval e uma manifestaçio cultural que e um direito e uma liberdadeâ€. A frase deste livro de certa forma condensa a tese a ser explorada e desenvolvida. Nio ha muitos escritos sobre o carnaval do ponto de vista juridico, a literatura sempre privilegiou uma abordagem mais sociologica ou antropologica.Neste sentido, o texto de Guilherme Varella e sugestivo, acrescenta uma camada de esclarecimento a um evento popular entre nos. Dizer que o carnaval e um direito significa delimitar um espaço especIfico no qual a açio do Estado se faz" " desde as obrigações em garantir as condições objetivas de sua realizaçio, i s politicas publicas direcionadas nesta direçio. Dizer que nos encontramos diante de uma liberdade e afirmar a escolha individual como uma dimensio interna ao proprio evento.Disto, decorrem duas implicações. A primeira diz respeito i relaçio entre ordem juridica e historia. As regras e as orientações que se inscrevem no ordenamento legal sio posteriores aos fatos: a “lei†acompanha a historia. Enquanto manifestaçio ludica o carnaval existe no Brasil ha tempos e durante anos adquiriu formas distintas.O saber juridico deve levar em conta todas essas mudanças. A segunda observaçio refere-se i noçio de ordem. A literatura sobre o carnaval sublinha a ideia de transgressio, por isso o evento pode ser caracterizado como um “ritual de rebeliioâ€, isto e, momento em que a ordem social e invertida, “contestadaâ€.O extraordinario exprimindo outra dimensio da sociedade. O argumento juridico caminha noutra direçio. Ele instaura uma ordem na qual se faz o enquadramento da folia. Garante-se a liberdade de expressio, o direito i diversio, mas delimita-se a transgressio simbolica dentro de parâmetros bem definidos. Ordem e desordem fazem assim parte das faces de uma mesma moeda.Renato Ortiz-------------------------------------------------------“O Manifesto Carnavalista pelo direito i folia em Sio Paulo deu concretude a um desejo manifestado por decadas, mas ate entio sufocado pelo ‘tumulo do samba’. Demos voz e vazio a uma festa que morava na margem e hoje repousa na realidade dos paulistanos. O livro de Guilherme Varella capta e analisa bem este movimento politico-institucional.†Fernando Haddad, ministro da Fazenda e ex-prefeito de Sio Paulo (2013-2016)“Em 2013, quando era secretario de cultura, os blocos nos demandaram ‘descriminalizar’ o carnaval de rua de Sio Paulo. Passada uma decada, Varella demonstra como esta expressio cultural passou de evento obstruIdo para um grande emblema da cidade. Carnaval e uma festa do povo e assim deve ser organizada.†Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura e ex-secretario municipal de Cultura de Sio Paulo (2013-2014)“O livro de Guilherme Varella traz uma recuperaçio historica essencial da ocupaçio cultural da cidade pelo povo. As mulheres do Ilu e tantos outros blocos permanecem na luta para seguir cantando, dançando e fazendo sua festa ancestral, livremente, pelas ruas de Sio Paulo.†Beth Beli e Adriana Aragio, fundadoras do bloco afro Ilu Oba de Min“Nesta tese que virou livro, a combinaçio entre a competencia do pesquisador e a experiencia do gestor resulta numa importante e bem cuidada leitura do carnaval paulistano que, articulando festa popular, direitos e politicas publicas, sugere boas perguntas para o conjunto dos festejos momescos, hoje, Brasil afora.†Paulo Miguez, reitor da Universidade Federal da Bahia--------------------------------------------------SOBRE O AUTOR: Guilherme Varella e professor da Faculdade de Comunicaçio da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Doutor em Direito pela USP, foi secretario de Politicas Culturais do Ministerio da Cultura (2015-mai/16) e assessor tecnico e chefe de Gabinete da Secretaria Municipal de Cultura de Sio Paulo (2013-15). Autor do livro Plano Nacional de Cultura: direitos e politicas culturais no Brasil (Azougue, 2014).
Autor: VARELLA GUILHERME
Editora: ALAMEDA CASA EDITORIAL
Idioma: Português
ISBN: 9786559662357
Páginas: 454
Encadernação: Brochadura
Edição: 01ED/24